Você já sentiu falta de uma referência para saber como está caminhando com suas finanças? Por exemplo, será que tenho um patrimônio maior ou menor que pessoas da minha idade? Guardo pouco dinheiro e deveria guardar mais ou estou no caminho certo?
Nas finanças temos alguns indicadores que mostram se estamos no caminho para chegar a uma vida mais tranquila ou com menos preocupações (financeiramente falando). Hoje irei escrever sobre o indicador de Patrimônio Esperado (PE).
Leia o texto completo e gratuitamente no novo blog da LM Finanças Pessoais - Patrimônio Esperado
Abraços!
Lucas Madaleno
terça-feira, 12 de agosto de 2014
terça-feira, 5 de agosto de 2014
LCI – Letra de Crédito Imobiliário
LCI (Letra de Crédito Imobiliário) é um título de crédito lastreado ou garantido por créditos imobiliários ou alienação fiduciária de coisa imóvel. Os recursos captados desta forma são direcionados para financiamentos habitacionais.
Leia o texto completo e gratuitamente no novo blog da LM Finanças Pessoais - LCI
Abraços!
Lucas Madaleno
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Lucas Madaleno
terça-feira, 29 de julho de 2014
Custo x Garantias
Quando uma instituição financeiras disponibiliza uma linha de crédito (empréstimo) ela corre o risco de não receber de volta o valor emprestado, mas quando ela disponibiliza linhas de crédito para a compra direta de bens esse risco é muito menor e vou explicar o motivo nos parágrafos abaixo. Financiamentos imobiliários e financiamentos de automóveis são os exemplos mais comuns deste tipo de linha.
Leia gratuitamente o texto na íntegra no novo blog da LM Finanças Pessoais - Custo x Garantias.
Abraços!
Lucas Madaleno
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Abraços!
Lucas Madaleno
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terça-feira, 22 de julho de 2014
Inadimplência e Suas Consequências
Alguns empréstimos possuem garantias de um bem (financiamento de imóveis e automóveis são os principais exemplos) e não é possível deixar de pagá-los sem correr o alto risco de ter o bem tomado pela instituição que concedeu o empréstimo, mas e quando o crédito em si não está vinculado a nenhuma garantia, quais as consequências da inadimplência?
Leia mais no novo blog da LM Finanças Pessoais - Inadimplência e Suas Consequências
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terça-feira, 15 de julho de 2014
Empréstimo Consignado
Você sabe o que é, como funciona e quais as taxas médias cobradas para se obter um empréstimo consignado?
Obtenha essas respostas no novo blog da LM Finanças Pessoais lendo o texto completo: Empréstimo Consignado
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quarta-feira, 9 de julho de 2014
Custo x Burocracia
Se em algum momento você parou para ver quais são as taxas de juros das linhas de crédito existentes (cheque especial, empréstimo consignado, financiamento imobiliário etc) com certeza se deparou com taxas bem diferentes. Você sabe por que elas variam tanto? Neste texto falaremos sobre como a burocracia antes da contratação das linhas de crédito influenciam diretamente na taxa.
Quando uma instituição financeira disponibiliza uma linha de crédito (empréstimo) ela corre risco de não receber de volta o valor emprestado, pois alguns contratos que a instituição firma com seus clientes não possuem garantias (contrato de boa fé).
Leia o restante deste texto no novo blog da LM Finanças Pessoais - Custo x Burocracia.
Abraços!
segunda-feira, 31 de março de 2014
Semente da Árvore de Dinheiro
Não seria ótimo se existisse uma árvore de dinheiro? E se existisse, como seria sua semente?
Vamos à parte boa: Existe uma árvore de dinheiro!! E qualquer um pode colher os frutos dela. Para isso basta plantar uma dessas árvores.
Que notícia é essa Lucas? Que árvore é essa? Onde consigo uma dessas sementes?
Todos podemos ter acesso a essas árvores e vou ensinar como plantar a sua.
Neste texto estou fazendo uma analogia, quando escrevo árvore de dinheiro quero falar sobre uma fonte de renda que possa durar por um bom tempo. Mais especificamente sobre Independência Financeira. Para ser independente financeiramente a pessoa só poderia colher os frutos, sem tirar nenhum galho ou folha no processo.
Vou usar um exemplo prático para explicar. Uma pessoa recebe R$5.000,00 por mês e consegue guardar 20% (R$1.000,00) dessa renda, logo, ela consegue viver com 80% (R$4.000,00) de tudo o que ganha, certo? 100% - 20% = 80%. Para ser independente financeiramente essa pessoa precisaria tirar por mês R$4.000,00 só em juros das aplicações que tem, os R$4.000,00 são os frutos que serão colhidos, sem tirar nenhum "galho ou folha".
Qual é a semente dessa árvore? Ou seja, como essa pessoa conseguiria chegar à Independência Financeira? Neste caso são os 20% (R$1.000,00) guardados mensalmente.
E você, como anda sua plantação de dinheiro?
Abraços
Observação: Esse texto teve como inspiração o livro "Quanto Custa Ficar Rico?" do Paulo Portinho
segunda-feira, 24 de março de 2014
Títulos de Capitalização como Garantia de Aluguel
No texto Títulos de Capitalização falo sobre este produto tão popular nas agências bancárias. Foquei em escrever sobre algumas desvantagens e uma vantagem, porém, neste novo texto venho apresentar uma outra utilidade para este produto, servir como garantia para quem aluga um imóvel.
Quando uma pessoa aluga um imóvel, é necessário que ela dê garantias ao dono do imóvel que ela consegue pagar o aluguel. As garantias mais comuns são:
- Indicar um ou mais fiadores. Corre-se o risco do locatário não pagar o aluguel e o fiador ser chamado a honrar com o pagamento. Essa opção não tem custo, mas quem for chamado a pagar o aluguel poderá cortar relações com o locatário (quem alugou o imóvel).
- Contratar um seguro fiança (seguro contratado que pode ser acionado caso quem alugou não honre com o pagamento). O risco de perder uma relação pessoal não existe nessa opção, porém o seguro fiança ainda é muito caro no Brasil e às vezes fica inviável financeiramente pagar o preço do aluguel mais o seguro.
Uma terceira forma vem ganhando importância e tem suas vantagens, que é o de usar um título de capitalização. Algumas seguradoras criaram um produto em que o locatário deposita o valor de alguns meses de aluguel em um desses títulos e essa será a garantia.
O número de meses que será depositado é definido pelo locador e locatário em comum acordo. Ao final do contrato o locatário recebe de volta o valor depositado (no seguro fiança o dinheiro não volta) e ainda concorre a alguns sorteios durante o prazo do aluguel (a chance é mínima de ganhar, mas existe). Nessa opção o risco de perder uma relação pessoal também não existe.
Uma desvantagem é que como o depósito deverá ser feito de uma vez, quem aluga o imóvel pode não ter condições de depositar esse valor.
Para quem vai alugar um imóvel ou ceder seu imóvel para locação, essa é mais uma opção a ser considerada.
Abraços
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
O que é um CDB?
Aqui no blog já falei sobre dois investimentos de Renda Fixa que considero bem interessantes e com uma dinâmica parecida que são as Debêntures e o Tesouro Direto. Hoje escrevo sobre os CDBs (Certificados de Depósito Bancário).
CDBs são investimentos de Renda Fixa e são usados por seus emissores, os bancos, para captar recursos "baratos" e financiar sua principal atividade, emprestar dinheiro "caro". O ganho das instituições está basicamente na diferença entre o que ela paga de juros para quem compra um CDB e o que ela ganha de juros nos empréstimos.
Então Lucas quer dizer que quando eu invisto em um CDB eu estou emprestando dinheiro ao meu banco? Sim! E ele me paga juros como forma de me compensar o tempo que deixei meu dinheiro lá? Sim de novo! Se eu estou emprestando dinheiro a eles, porque as taxas que me pagam são tão baixas? Boa pergunta, vou explicar isso melhor.
A emissão, controle, resgates e aplicações de um ou mais CDBs consomem tempo das pessoas envolvidas, se o banco conseguir captar 1 CDB de R$100.000,00 ou 100 CDBs de R$1.000,00 o que ele iria preferir? E como ele tem só um CDB para controlar, o trabalho e os custos dele são menores, portanto, pode pagar uma taxa melhor para essa aplicação maior.
Qual a rentabilidade dos CDBs? Depende, normalmente são porcentagens de um indicador chamado CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e quanto maior o valor do CDB, maior a chance de se obter uma boa rentabilidade conforme expliquei acima.
Nesse tipo de investimento temos a cobrança do Imposto de Renda (IR) no momento do resgate, respeitando a tabela regressiva que vai de 22,5% para investimentos com prazo menor que 180 dias, até 15% para investimentos com mais de 720 dias.
Qual a liquidez? Depende do CDB, mas existem hoje títulos com liquidez diária e alguns outros com período de carência mínima para resgate, que pode variar de 30 dias a até 2 ou 3 anos.
Mais uma informação importante sobre os CDBs, eles tem a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para investimentos de até R$250.000,00 por CPF e por conglomerado financeiro em caso de quebra do banco. Lucas, se eu tiver conta conjunta com meu cônjuge, estou protegido em até R$500.000,00 se meu banco quebrar? Sim, pois temos dois CPFs vinculados à essa conta.
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Abraços
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
O que é o Tesouro Direto? - Tipos de Títulos
No texto anterior expliquei o que é o Tesouro Direto (TD), hoje escrevo sobre os 5 tipos de títulos existentes para compra, suas vantagens e desvantagens.
Na data de hoje, esses eram os títulos negociados no TD:
Parece bem confuso não? Mas vou explicar cada título.
As NTN-B "simples" são títulos cuja rentabilidade está vinculada ao IPCA (índice de inflação oficial do governo) mais uma taxa de juros definida no momento da compra.
Características: Parte dos juros desse título são pré fixados e parte pós fixados. Quem investiu nesse título receberá em sua conta (da corretora) semestralmente os juros referentes ao período.
Vantagens: Por acompanharem o IPCA, as NTN-Bs protegem o investidor contra a inflação (mantem o poder de compra), a rentabilidade desses títulos, após o desconto do Imposto de Renda, é real. Para quem precisa de uma renda constante, esse é uma opção que atende essa necessidade.
Desvantagens: Caso a taxa Selic (taxa básica da economia) suba constantemente no período investido, quem comprou NTN-Bs pode ver a rentabilidade das mesmas cair, pois o aumento da Selic é uma das formas do Governo controlar altas da inflação. O Imposto de Renda incide sobre cada um dos pagamentos semestrais dos juros, ou seja, nos dois primeiros anos o investidor sofrerá uma tributação maior.
As NTN-B Principais possuem as mesmas características que a "simples", a diferença entre elas é que a NTN-B Principal paga os juros somente no vencimento acrescido do principal..
Características: Parte dos juros desse título são pré fixados e parte pós fixados. Quem investiu nesse título receberá em sua conta somente no vencimento os juros referentes ao período mais o valor principal investido.
Vantagens: Por acompanharem o IPCA, as NTN-Bs protegem o investidor contra a inflação (mantem o poder de compra), a rentabilidade desses títulos, após o desconto do Imposto de Renda, é real. Por pagar os juros somente no vencimento, este título se beneficia do efeito dos juros compostos (juros sobre jurros).
Desvantagens: Caso a taxa Selic suba constantemente no período investido, quem comprou NTN-Bs pode ver a rentabilidade das mesmas cair, pois o aumento da Selic é uma das formas do Governo controlar altas da inflação.
As LTN são títulos cuja rentabilidade é definida no momento da compra.
Características: Os juros desse título são pré fixados. Quem investiu nesse título receberá no vencimento R$1.000,00 brutos (ainda sem o desconto do Imposto de Renda e taxas).
Vantagens: É um título interessante para quem tem um objetivo com data e valor específicos, pois sabe exatamente quanto vai receber no vencimento do mesmo. No momento do investimento, as taxas da LTN tendem a ser maiores que a Selic.
Desvantagens: Por ser um investimento pré fixado, quem investe em LTN fica "engessado". Caso a taxa Selic ou a inflação subam, quem comprou uma LTN perde oportunidades de rentabilizar melhor seu investimento. Não perde-se dinheiro, mas deixa-se de ganhar.
Obs: A situação contrária também é verdadeira. Caso a Selic ou a inflação caiam, quem investiu nesse título ganhará mais do quem investiu em títulos atrelados a esses indicadores.
As NTN-F são títulos cuja rentabilidade é definida no momento da compra.
Características: Os juros desse título são pré fixados. Quem investiu nesse título receberá em sua conta (da corretora) semestralmente os juros referentes ao período.
Vantagens: É um título interessante para quem tem como objetivo obter uma renda certa e constante semestralmente, pois sabe exatamente quanto vai receber. No momento do investimento, as taxas da NTN-F tendem a ser maiores que a Selic.
Características: Parte dos juros desse título são pré fixados e parte pós fixados. Quem investiu nesse título receberá em sua conta (da corretora) semestralmente os juros referentes ao período.
Vantagens: Por acompanharem o IPCA, as NTN-Bs protegem o investidor contra a inflação (mantem o poder de compra), a rentabilidade desses títulos, após o desconto do Imposto de Renda, é real. Para quem precisa de uma renda constante, esse é uma opção que atende essa necessidade.
Desvantagens: Caso a taxa Selic (taxa básica da economia) suba constantemente no período investido, quem comprou NTN-Bs pode ver a rentabilidade das mesmas cair, pois o aumento da Selic é uma das formas do Governo controlar altas da inflação. O Imposto de Renda incide sobre cada um dos pagamentos semestrais dos juros, ou seja, nos dois primeiros anos o investidor sofrerá uma tributação maior.
As NTN-B Principais possuem as mesmas características que a "simples", a diferença entre elas é que a NTN-B Principal paga os juros somente no vencimento acrescido do principal..
Características: Parte dos juros desse título são pré fixados e parte pós fixados. Quem investiu nesse título receberá em sua conta somente no vencimento os juros referentes ao período mais o valor principal investido.
Vantagens: Por acompanharem o IPCA, as NTN-Bs protegem o investidor contra a inflação (mantem o poder de compra), a rentabilidade desses títulos, após o desconto do Imposto de Renda, é real. Por pagar os juros somente no vencimento, este título se beneficia do efeito dos juros compostos (juros sobre jurros).
Desvantagens: Caso a taxa Selic suba constantemente no período investido, quem comprou NTN-Bs pode ver a rentabilidade das mesmas cair, pois o aumento da Selic é uma das formas do Governo controlar altas da inflação.
As LTN são títulos cuja rentabilidade é definida no momento da compra.
Características: Os juros desse título são pré fixados. Quem investiu nesse título receberá no vencimento R$1.000,00 brutos (ainda sem o desconto do Imposto de Renda e taxas).
Vantagens: É um título interessante para quem tem um objetivo com data e valor específicos, pois sabe exatamente quanto vai receber no vencimento do mesmo. No momento do investimento, as taxas da LTN tendem a ser maiores que a Selic.
Desvantagens: Por ser um investimento pré fixado, quem investe em LTN fica "engessado". Caso a taxa Selic ou a inflação subam, quem comprou uma LTN perde oportunidades de rentabilizar melhor seu investimento. Não perde-se dinheiro, mas deixa-se de ganhar.
Obs: A situação contrária também é verdadeira. Caso a Selic ou a inflação caiam, quem investiu nesse título ganhará mais do quem investiu em títulos atrelados a esses indicadores.
As NTN-F são títulos cuja rentabilidade é definida no momento da compra.
Características: Os juros desse título são pré fixados. Quem investiu nesse título receberá em sua conta (da corretora) semestralmente os juros referentes ao período.
Vantagens: É um título interessante para quem tem como objetivo obter uma renda certa e constante semestralmente, pois sabe exatamente quanto vai receber. No momento do investimento, as taxas da NTN-F tendem a ser maiores que a Selic.
Desvantagens: Assim como na LTN, quem investe em NTN-F fica "engessado". Caso a taxa Selic ou a inflação subam, quem investiu nesse título perde oportunidades de rentabilizar melhor seu investimento. Não perde-se dinheiro, mas deixa-se de ganhar. O Imposto de Renda incide sobre cada um dos pagamentos semestrais dos juros, ou seja, nos dois primeiros anos o investidor sofrerá uma tributação maior.
As LFT são títulos cuja rentabilidade está vinculada à Selic.
Características: Os juros desse título são totalmente pós fixados, o investidor só sabe quanto irá resgatar com o passar do tempo. Quem investiu nesse título receberá em sua conta somente no vencimento os juros referentes ao período mais o valor principal investido.
Vantagens: Por acompanharem a Selic, as LFT protegem o investidor em caso de desequilíbrio da economia, pois se o Copom (Comitê de Política Monetária) aumentar a Selic a rentabilidade do título também aumenta e o contrário também pode ocorrer.
Desvantagens: Em cenários de Selic mais baixa, além do investidor ganhar menos, ele ainda corre o risco da inflação crescer e o poder de compra de quem investiu nesse título não ficaria protegido. O rendimento final é incerto, não se consegue prever.
Espero que este texto tenha ajudado vocês a entenderem melhor essa "sopa de letrinhas" que são os títulos do Tesouro Direto.
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Abraços
Características: Os juros desse título são totalmente pós fixados, o investidor só sabe quanto irá resgatar com o passar do tempo. Quem investiu nesse título receberá em sua conta somente no vencimento os juros referentes ao período mais o valor principal investido.
Vantagens: Por acompanharem a Selic, as LFT protegem o investidor em caso de desequilíbrio da economia, pois se o Copom (Comitê de Política Monetária) aumentar a Selic a rentabilidade do título também aumenta e o contrário também pode ocorrer.
Desvantagens: Em cenários de Selic mais baixa, além do investidor ganhar menos, ele ainda corre o risco da inflação crescer e o poder de compra de quem investiu nesse título não ficaria protegido. O rendimento final é incerto, não se consegue prever.
Espero que este texto tenha ajudado vocês a entenderem melhor essa "sopa de letrinhas" que são os títulos do Tesouro Direto.
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Abraços
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
O que é o Tesouro Direto?
No texto Para que serve a poupança? eu escrevo sobre dois investimentos de renda fixa que superam a poupança no que diz respeito a rentabilidade, já escrevi sobre as debêntures, hoje irei escrever sobre o Tesouro Direto.
O Tesouro Direto é um investimento de Renda Fixa (RF são investimentos cuja rentabilidade é acordada no momento do investimento, seja de forma pré ou pós fixada). Quem emite os títulos do Tesouro Direto é o Tesouro Nacional e a emissão é feita para captar recursos para o Governo Federal custear alguns gastos públicos, como: Saúde, transporte, infraestrutura, educação etc.
De forma bem resumida: quem compra um título no Tesouro Direto está emprestando dinheiro ao Governo por um período pré determinado. O Governo em troca desse dinheiro paga juros ao investidor. Os juros podem ser pagos no vencimento do título ou de forma constante (a cada 6 meses) antes do vencimento.
**Quando emprestamos dinheiro para os bancos eles emitem um CDB. Quando esse empréstimo é para o governo, compramos títulos no Tesouro Direto e quando o empréstimo é para uma empresa, ela emite uma Debenture**
Diferente da poupança, os títulos do Tesouro Direto não possuem garantia do FGC, mas como a garantia é dada pelo Tesouro Nacional, o risco do investidor não receber o investimento na data do vencimento é muito baixo.
Nesse tipo de investimento temos a cobrança do Imposto de Renda (IR) no momento do resgate, respeitando a tabela regressiva que vai de 22,5% para investimentos com prazo menor que 180 dias até 15% para investimentos com mais de 720 dias.
Como investir no Tesouro Direto? É necessário ter cadastro em uma corretora de valores e investir através dela.
Qual a liquidez? O Tesouro recompra os títulos semanalmente às quartas-feiras de quem tem interesse em vendê-los, porém, deve-se ficar atento, pois o retorno nessa recompra não necessariamente é o acordado com o investidor, podendo ser maior ou menor dependendo das condições de mercado.
O Tesouro Direto garante que se o investidor esperar até o vencimento do título, ele terá a rentabilidade indicada no momento da compra.
Qual a rentabilidade de um título do Tesouro Direto? Existem 5 tipos de títulos negociados, no próximo post falarei sobre os 5, suas vantagens e desvantagens.
Abraços
O Tesouro Direto é um investimento de Renda Fixa (RF são investimentos cuja rentabilidade é acordada no momento do investimento, seja de forma pré ou pós fixada). Quem emite os títulos do Tesouro Direto é o Tesouro Nacional e a emissão é feita para captar recursos para o Governo Federal custear alguns gastos públicos, como: Saúde, transporte, infraestrutura, educação etc.
De forma bem resumida: quem compra um título no Tesouro Direto está emprestando dinheiro ao Governo por um período pré determinado. O Governo em troca desse dinheiro paga juros ao investidor. Os juros podem ser pagos no vencimento do título ou de forma constante (a cada 6 meses) antes do vencimento.
**Quando emprestamos dinheiro para os bancos eles emitem um CDB. Quando esse empréstimo é para o governo, compramos títulos no Tesouro Direto e quando o empréstimo é para uma empresa, ela emite uma Debenture**
Diferente da poupança, os títulos do Tesouro Direto não possuem garantia do FGC, mas como a garantia é dada pelo Tesouro Nacional, o risco do investidor não receber o investimento na data do vencimento é muito baixo.
Nesse tipo de investimento temos a cobrança do Imposto de Renda (IR) no momento do resgate, respeitando a tabela regressiva que vai de 22,5% para investimentos com prazo menor que 180 dias até 15% para investimentos com mais de 720 dias.
Como investir no Tesouro Direto? É necessário ter cadastro em uma corretora de valores e investir através dela.
Qual a liquidez? O Tesouro recompra os títulos semanalmente às quartas-feiras de quem tem interesse em vendê-los, porém, deve-se ficar atento, pois o retorno nessa recompra não necessariamente é o acordado com o investidor, podendo ser maior ou menor dependendo das condições de mercado.
O Tesouro Direto garante que se o investidor esperar até o vencimento do título, ele terá a rentabilidade indicada no momento da compra.
Qual a rentabilidade de um título do Tesouro Direto? Existem 5 tipos de títulos negociados, no próximo post falarei sobre os 5, suas vantagens e desvantagens.
Abraços
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Como Montar um Orçamento Doméstico
Por que algumas pessoas não gostam ou não conseguem montar um orçamento doméstico/familiar? E como fazer isso de uma forma mais prazerosa?
A primeira pergunta desse post tem algumas respostas, vou citar duas:
- Não conhecer a estrutura de um orçamento e achar que é muito difícil montar um;
- Estar em uma situação de endividamento e não querer "encarar o problema de frente";
Neste texto irei tratar da primeira resposta, mas para auxiliar quem se encontra no terceiro item, recomendo a leitura do texto Como Sair das Dívidas.
O que devo ter em meu Orçamento? Dois itens e um complemento:
- Rendas (fixas, variáveis, do cônjuge, vindas de aluguel, bônus, 13º salário etc)
- Despesas (fixos e variáveis)
Complemento:
- Lista de Objetivos (recomento a leitura do texto Atingindo a Independência Financeira - Objetivos para montar a lista)
Rendas
"São os recursos que a pessoa ou família recebe mensalmente ou anualmente para pagar suas contas."
Elas podem ser um pouco mais previsíveis no caso de empregados CLT e funcionários públicos e menos previsíveis no caso de autônomos e empresários.
Despesas
"São os gastos necessários para a pessoa ou família viver com ou sem luxos. Eles podem ser divididos em categorias, tais como: Moradia, Transporte, Saúde, Lazer, Educação, Alimentação etc e podem ser mensais, anuais e esporádicos."
Diferente da Renda, as Despesas deveriam ser mais previsíveis, pois anualmente os gastos tendem a se repetir e em determinadas datas/meses. Exemplos: todo começo de ano tem IPVA e/ou IPTU para pagar, todos os meses temos gastos com alimentação.
O Excel tem sido a principal ferramenta usada para montar e acompanhar os orçamentos, mas hoje existem aplicativos para celular que tem a mesma utilidade com algumas funções extras, como: avisar sobre vencimento de contas, montar gráficos de forma automática, fazer análises sobre evolução dos gastos etc. Lucas, não posso usar só um caderno para montar meu orçamento? Claro! Use a forma que você se sentir mais confortável para montar seu orçamento, o importante é fazer, não importa como!
Legal Lucas, acho que entendi como estruturar um orçamento, mas como tornar isso prazeroso?
Escrevi acima sobre listar objetivos, certo? Os objetivos nada mais são que os sonhos transformados em metas, com prazo para acontecer e valor. E se para realizar o seu maior sonho você precisasse se organizar, você faria isso? Recomendo que antes de listar rendas e despesas, você e sua família listem seus sonhos, para depois transformá-los em objetivos e usá-los como sua maior motivação.
O prazer de atingir um sonho é indescritível, com disciplina você(s) certamente saberá(ão) o que é esse sentimento.
Boas contas!
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Como Calcular o Valor do Seguro de Vida - Parte 2
Continuado a Parte 1 do texto, nesta segunda parte falarei sobre o cálculo para o segundo caso:
Garantir por tempo indeterminado ou determinado uma fonte de renda aos beneficiários.
O cálculo do seguro neste caso envolve outras variáveis, tais como: Número de dependentes econômicos, idades desses dependentes, valor que o segurado gastava mensalmente (como ele faleceu, esse valor não será mais gasto), valor do patrimônio atual do segurado etc.
Para fazer os cálculos vou apresentar um caso prático: senhor Mário é administrador e ganha R$7.000,00 mensais, ele é casado sob o regime de comunhão parcial de bens com Bruna que também trabalha e possui um salário de R$5.000,00 mensais. Eles possuem dois filhos, Antônio, 10 anos, e Gilberto, 8 anos. Os gastos familiares mensais giram em torno de R$9.000,00 (Mário gasta R$1.000,00 com cuidados pessoais) e eles possuem como patrimônio (adquirido após o casamento) um apartamento quitado no valor de R$200.000,00 e uma conta poupança com saldo de R$80.000,00. Senhor Mário faleceu, e agora?
A primeira conta diz respeito aos custos do inventário. O patrimônio do casal é de R$280.000,00, mas a parte correspondente ao senhor Mário é de R$140.000,00. O custo do inventário neste caso é de R$14.000,00 aproximadamente. Observação: Como há a caderneta de poupança, a família poderia optar por pagar os R$14.000,00 utilizando recursos dela, mas neste exemplo não vou utilizar o valor da poupança.
A intenção é manter o padrão de vida para quem dependia economicamente do segurado. Os gastos mensais sem o senhor Mário são de R$8.000,00 e a senhora Bruna consegue arcar com R$5.000,00 desse valor, sobrando um saldo de R$3.000,00 mensais ou R$36.000,00 anuais para serem cobertos pelo seguro de vida.
1 - Vamos considerar que o senhor Mário quer deixar sua família tranquila pelo resto da vida e que eles consigam um investimento que pague 3% ao ano já descontados o Imposto de Renda (IR) e a inflação, o valor do seguro deverá ser de R$1.200.000,00 mais os R$14.000,00 do custo do inventário e menos os R$80.000,00 que já são patrimônio da família. O valor final do seguro é de R$1.134.000,00. Observação: Para calcular o valor de proteção necessária para a família ter renda perpétua (que não acaba), deve-se dividir o valor financeiro anual que a família precisará pela taxa de juros estimada que será obtida no investimento, no caso acima foram R$36.000,00 divididos por 3%. É importante descontar o IR e a inflação da taxa de juros bruta do investimento para que os beneficiários não sejam surpreendidos pensando que possuem mais recursos do que realmente tem.
2 - Vamos considerar que o senhor Mário quer deixar sua família tranquila até o filho mais novo, Gilberto, entrar na faculdade, em 10 anos, nesse caso a proteção deverá ser de R$360.000,00 (10 vezes R$36.000,00) mais R$14.000,00 menos R$80.000,00. O valor final do seguro é de R$294.000,00
Espero que os textos tenham ajudado a esclarecer como calcular a proteção financeira necessária a ser coberta pelo seguro de vida. Qualquer dúvida escrevam para suascontasemdia@gmail.com
Abraços
Abraços
Como Calcular o Valor do Seguro de Vida - Parte 1
No texto Atingindo a Independência Financeira - Lidando com Imprevistos falei sobre a importância dos seguros na proteção contra perda de alguns bens e neste texto falarei sobre como calcular o seguro do mais importante desses bens: A Vida.
Diferentemente dos outros seguros (casa, carro, acidentes etc) quem se beneficiaria do recebimento do valor caso haja o sinistro (morte) não seria o segurado, mas os beneficiários do segurado.
Entendo que uma pessoa possa fazer um seguro de vida em uma infinidade de situações, mas vou explicar o cálculo do seguro para duas delas:
- Auxiliar os beneficiários a pagarem os custos do inventário;
- Garantir por tempo indeterminado ou determinado uma fonte de renda aos beneficiários.
O cálculo do seguro no primeiro caso é um pouco mais simples. Para fazer essa conta vou partir do pressuposto que os custos totais sobre um inventário giram em torno de 10% já contando impostos, honorários advocatícios, taxas de cartório etc. Como a intenção do seguro é pagar esses custos, basta dividir o valor do patrimônio por 10 e fazer um seguro de vida que cubra este valor em caso de falecimento.
Segue um exemplo para facilitar o entendimento: O senhor José possui como único patrimônio uma casa que está avaliada pelo valor de R$500.000,00 e está preocupado caso venha a falecer, pois sua esposa não teria como pagar os custos do inventário. Para resolver esse problema o senhor José resolve fazer um seguro de vida no valor de R$50.000,00 (R$500.000,00 divididos por 10) e coloca-la como única beneficiária.
Para o texto não ficar muito longo, dividirei-o em duas partes.
Abraços
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Taxa Selic em 10% - Como isso Afeta Meus Investimentos?
Hoje foi anunciado que o Banco Central, através do COPOM (Comitê de Políticas Monetárias) elevou a taxa Selic para 10% ao ano.
Como essa nova alta pode afetar alguns investimentos disponíveis no mercado financeiro brasileiro?
Entre outras utilidades, a Selic é usada como referência da taxa de remuneração de investimentos em Renda Fixa, em outras palavras, para saber se um investimento em Renda Fixa é bom ou ruim, comparamos a rentabilidade mensal, bimestral, anual etc desse investimento com a rentabilidade da taxa Selic.
Abaixo listo alguns investimentos e um índice e como a Selic pode afetar direta ou indiretamente a rentabilidade deles:
Inflação (IPCA) - O IPCA é o índice de inflação adotado pelo governo. Quando a taxa Selic é elevada, ela tem impacto não só nos investimentos, mas também nas dívidas. As instituições financeiras tem que pagar mais juros pelos investimentos devido à alta de juros, logo, quando ela empresta dinheiro a outras pessoas tem que cobrar mais juros pelos empréstimos feitos para manter a renda do banco no mesmo patamar anterior à alta da Selic.
Seguindo o raciocínio, como o dinheiro está mais "caro" (a taxa de juros de empréstimos que os bancos cobram aumenta) menos pessoas utilizam as alternativas de crédito, com menos dinheiro circulando na economia o volume de compras diminui e como temos menos pessoas comprando os preços também tendem a diminuir ou a não aumentar.
Inflação nada mais é do que o aumento dos preços, se a Selic sobe, a tendência é que a inflação se estabilize ou diminua em algum momento.
Fundos Imobiliários - Talvez o grande vilão de 2013, esse investimento é impactado negativamente e indiretamente pela alta da Selic.
Nos últimos anos tivemos muitos lançamentos de fundos imobiliários (FII). Talvez o grande atrativo desse tipo de investimento sejam os aluguéis mensais pagos pelos FIIs. Esses aluguéis são isentos de Imposto de Renda (IR). Os aluguéis dos últimos lançamentos ficaram na faixa de 8% a 10% ao ano. As cotas desses fundos sofrem variação diária na bolsa de valores, portanto, são considerados investimentos de alta volatilidade.
Novamente seguindo o raciocínio, porque os investidores comprariam FIIs com aluguéis de 9%, mesmo sendo isentos de IR, sendo que um investimento com baixo risco está pagando 10% (com o desconto do IR esse valor poderá variar de 7,75% e 8,5%)? Podemos ter uma diminuição no valor das cotas dos FIIs para torná-los mais atrativos e atrair novos investidores.
CDB - Talvez esse seja um dos investimentos que mais se beneficiará com a alta da Selic. A remuneração dos CDBs normalmente é vinculada à uma porcentagem do CDI, por sua vez, o CDI é uma taxa que deriva diretamente da Selic, se a Selic sobe o CDi sobe e o contrário também é válido.
Com a alta da Selic para 10% ao ano, quem possui um CDB terá automaticamente um aumento na remuneração de seu investimento.
Falei neste texto apenas sobre dois investimentos e um indicador que sofrem influência direta ou indiretamente da Selic, para outras considerações sobre outros investimentos, escrever para suascontasemdia@gmail.com
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terça-feira, 29 de outubro de 2013
As Finanças de quem tem uma Renda Variável
Se você possui uma renda mensal/anual incerta, esse post é para você. Se você possui uma renda certa, mas pensa em abrir uma empresa ou virar autônomo esse post é para você. Se você possui uma renda certa, está confortável com essa situação, mas quer melhorar a forma de administrar seu orçamento esse post também é para você.
Empreender, abrir um negócio, trabalhar por conta própria ou simplesmente conseguir um dinheiro extra no fim do mês está cada vez mais acessível. Existem muitos materiais na internet e em livros ensinando como criar e manter diversas fontes de renda ou apenas uma fonte de renda (no caso de abrir uma empresa que consuma boa parte de seu tempo), mas temos um segundo passo que nem todos se preocupam que é o de administrar as finanças.
Entendam que ter uma renda incerta não necessariamente significa não ter renda, você pode ser sócio de uma empresa e receber, por exemplo, 20% do lucro líquido da mesma. Nos meses em que sua empresa vende mais seu ganho será mais alto, nos outros será mais baixo, mas sempre haverá uma renda se houver lucro.
Temos duas formas de lidar com essa renda variável e suas consequências positivas e negativas:
1. Utilizar a média dos ganhos passados no orçamento pessoal/familiar - quando optamos por usar essa forma de controle, calculamos uma média dos últimos 3, 6 ou 12 meses de ganhos. Ex: João ganhou em seu trabalho como vendedor R$1.000,00 em Janeiro, R$1.350,00 em Fevereiro e R$1050,00 em Março, a média mensal é de R$1.133,33. Para manter um orçamento equilibrado neste caso devemos manter as despesas abaixo ou, no mínimo, iguais a R$1.133,33.
A consequência positiva quando optamos por essa forma de controle é que nos meses em que a renda for maior que a média (no exemplo acima seria Março), a pessoa/família poderá ter um padrão de gastos variáveis acima do que costuma ter. Esses gastos seriam com roupas, lazer, e tudo o que no orçamento mais apertado não teria espaço. Atenção!! Os gastos variáveis podem aumentar nesses meses, não os gastos fixos. Ex: não é prudente usar os meses de ganhos extras para trocar o carro por um mais caro que trará gastos (IPVA, seguro, Combustível) proporcionalmente maiores para os outros meses.
Sem esquecer de poupar uma parte maior da renda para os meses menos favoráveis e/ou até mesmo antecipar alguns gastos para deixar os meses seguintes menos apertados, tais como: pagar alguns meses da academia, escola, faculdade, curso de inglês, parcela do carro, financiamento da casa etc.
A parte negativa quando optamos por essa forma de controle é que nos meses em que a renda for menor que a média (no exemplo acima seriam Janeiro e Fevereiro), corre-se o risco de não ter sobrado reservas dos meses mais fartos e como as despesas foram estruturadas para um valor acima, o profissional terá que recorrer a créditos caros para financias as contas do mês até voltar a ter uma melhor renda.
2. Utilizar o valor mínimo ganho nos últimos meses como base para o orçamento pessoal/familiar - quando optamos por usar essa forma de controle, levantamos os ganhos dos últimos 3, 6 ou 12 meses e separamos o menor valor como base para montar o orçamento. No exemplo do item 1, o mês com menos ganhos foi Janeiro, onde João recebeu R$1.000,00. Para manter um orçamento equilibrado devemos manter as despesas abaixo ou, no mínimo, iguais a R$1.000,00.
A consequência positiva quando optamos por essa forma de controle é que se a lógica continuar, nos meses seguintes o profissional terá um ganho acima desse valor mínimo e se conseguir manter suas despesas abaixo de R$1.000,00 ou empatadas, terá uma situação financeira bastante confortável e equilibrada com boas sobras de dinheiro, gastos constantes com lazer e qualidade de vida.
A parte negativa é que deve-se tomar cuidado para manter as despesas abaixo de R$1.000,00 (mesmo que a renda em alguns momentos esteja acima disso) e este valor ainda deverá ser suficiente para custear lazer e guardar dinheiro. Os gastos fixos deverão caber neste valor e os variáveis deverão ser feitos com os valores acima disso.
Qual dos dois é o melhor modelo?
Como sempre a resposta vai depender do seu caso e de sua família, mas procure manter o equilíbrio entre poupar e consumir e vá ajustando seu orçamento para o modelo que mais faça sentido para você(s).
Pensem nisso.
1. Utilizar a média dos ganhos passados no orçamento pessoal/familiar - quando optamos por usar essa forma de controle, calculamos uma média dos últimos 3, 6 ou 12 meses de ganhos. Ex: João ganhou em seu trabalho como vendedor R$1.000,00 em Janeiro, R$1.350,00 em Fevereiro e R$1050,00 em Março, a média mensal é de R$1.133,33. Para manter um orçamento equilibrado neste caso devemos manter as despesas abaixo ou, no mínimo, iguais a R$1.133,33.
A consequência positiva quando optamos por essa forma de controle é que nos meses em que a renda for maior que a média (no exemplo acima seria Março), a pessoa/família poderá ter um padrão de gastos variáveis acima do que costuma ter. Esses gastos seriam com roupas, lazer, e tudo o que no orçamento mais apertado não teria espaço. Atenção!! Os gastos variáveis podem aumentar nesses meses, não os gastos fixos. Ex: não é prudente usar os meses de ganhos extras para trocar o carro por um mais caro que trará gastos (IPVA, seguro, Combustível) proporcionalmente maiores para os outros meses.
Sem esquecer de poupar uma parte maior da renda para os meses menos favoráveis e/ou até mesmo antecipar alguns gastos para deixar os meses seguintes menos apertados, tais como: pagar alguns meses da academia, escola, faculdade, curso de inglês, parcela do carro, financiamento da casa etc.
A parte negativa quando optamos por essa forma de controle é que nos meses em que a renda for menor que a média (no exemplo acima seriam Janeiro e Fevereiro), corre-se o risco de não ter sobrado reservas dos meses mais fartos e como as despesas foram estruturadas para um valor acima, o profissional terá que recorrer a créditos caros para financias as contas do mês até voltar a ter uma melhor renda.
2. Utilizar o valor mínimo ganho nos últimos meses como base para o orçamento pessoal/familiar - quando optamos por usar essa forma de controle, levantamos os ganhos dos últimos 3, 6 ou 12 meses e separamos o menor valor como base para montar o orçamento. No exemplo do item 1, o mês com menos ganhos foi Janeiro, onde João recebeu R$1.000,00. Para manter um orçamento equilibrado devemos manter as despesas abaixo ou, no mínimo, iguais a R$1.000,00.
A consequência positiva quando optamos por essa forma de controle é que se a lógica continuar, nos meses seguintes o profissional terá um ganho acima desse valor mínimo e se conseguir manter suas despesas abaixo de R$1.000,00 ou empatadas, terá uma situação financeira bastante confortável e equilibrada com boas sobras de dinheiro, gastos constantes com lazer e qualidade de vida.
A parte negativa é que deve-se tomar cuidado para manter as despesas abaixo de R$1.000,00 (mesmo que a renda em alguns momentos esteja acima disso) e este valor ainda deverá ser suficiente para custear lazer e guardar dinheiro. Os gastos fixos deverão caber neste valor e os variáveis deverão ser feitos com os valores acima disso.
Qual dos dois é o melhor modelo?
Como sempre a resposta vai depender do seu caso e de sua família, mas procure manter o equilíbrio entre poupar e consumir e vá ajustando seu orçamento para o modelo que mais faça sentido para você(s).
Pensem nisso.
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terça-feira, 22 de outubro de 2013
Como Sair das Dívidas
Você se identifica com alguma situação abaixo?
- "Uso o limite (cheque especial) da minha conta constantemente e já não consigo mais deixar de gastar além do que ganho"
- "Parcelei muitas compras recentemente no cartão de crédito e não consigo pagar o valor total da fatura"
- "Tive uma emergência ou um gasto inesperado (acidente, presente de casamento etc) há alguns meses e depois disso só fecho o mês no vermelho" - Obs: Falo sobre como se proteger de gastos inesperados no texto Lidando com Imprevistos
Se você respondeu "sim" para pelo menos uma dessas perguntas, receio que você e/ou sua família se encontre(m) em estado de endividamento.
Tirando os casos em que os empréstimos/financiamentos são utilizados para adquirir um imóvel (para moradia ou investimento), se endividar não é saudável.
Os juros cobrados por operadoras de cartão de crédito podem chegar a 16,99% ao mês ou 557% ao ano, se compararmos com a atual taxa de juros para investimentos, a SELIC que está em 9,5% ao ano, os juros do cartão representam aproximadamente 59 vezes os juros dos investimentos. Exemplo: Investimento de R$1.000,00 estará valendo ao final de um ano R$1.095,00. Dívida de R$1.000,00 no cartão de crédito estará valendo ao final de um ano R$6.573,32. Impressionante a diferença não?
Identifiquei que estou endividado, o que fazer para sair dessa situação?
- Aceite que está endividado(a) e levante todos os débitos pendentes;
- A segunda coisa a se fazer é ordenar as dívidas que foram contraídas da maior taxa de juros para a menor (note que a taxa é o critério essencial para ordenar esta lista e não o valor das parcelas);
- Negocie suas dívidas de forma que as parcelas negociadas caibam em seu orçamento mensal, se as parcelas não couberem em seu orçamento você irá se endividar mais para pagar as negociações, tornando sua situação financeira insustentável no longo prazo e suas dívidas cada vez mais crônicas;
- Procure pagar suas contas em dia (tanto as negociações de dívidas como as contas mensais regulares - água, luz, telefone etc), os juros e multas cobrados em caso de atraso costumam ser caros e esse tipo de despesa com taxas bancárias não traz nenhum benefício a sua finanças;
- Entenda o motivo de ter entrado nessa situação deficitária e evite a todo custo que isso aconteça novamente, suas saúdes financeira e mental agradecem!
Pensem nisso!
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Como Aplicar em Fundos de Investimento
Você investe em Fundos de Investimento? O que considerar na hora de analisar um fundo? E dou um passo atrás, você sabe o que é um Fundo de Investimento?
A definição mais simples e ao mesmo tempo mais adequada do que é um Fundo de Investimento é: "Reunião de investidores aplicando em conjunto com o mesmo objetivo." Sozinhos esses investidores não teriam condições de comprar os investimentos que o fundo compra, por isso devem se reunir com outros.
Uma analogia que pode ser usada é a de que um fundo de investimento tem a mesma dinâmica de um prédio. Cada morador do prédio paga um valor de condomínio, este valor é usado para cobrir todas as despesas do prédio desde a manutenção até o pessoal que trabalha no prédio. Um morador sozinho provavelmente não conseguiria bancar o valor total das despesas do prédio, mas como cada um contribui com uma parte essas despesas ficam viáveis.
Definido esse conceito, passo para a pergunta anterior: "O que considerar na hora de analisar um fundo?". Para facilitar e não deixar esse texto muito longo, vou analisar três tipos de fundos: Referenciados DI, Multimercados e Ações.
Referenciado DI - Fundos que devem investir, no mínimo, 95% de seus recursos em ativos que acompanham a evolução do CDI/Selic. Dois pontos para analisar:
Definido esse conceito, passo para a pergunta anterior: "O que considerar na hora de analisar um fundo?". Para facilitar e não deixar esse texto muito longo, vou analisar três tipos de fundos: Referenciados DI, Multimercados e Ações.
Referenciado DI - Fundos que devem investir, no mínimo, 95% de seus recursos em ativos que acompanham a evolução do CDI/Selic. Dois pontos para analisar:
- Taxa de administração - Esse tipo de fundo não tem muito trabalho na hora de definir onde investir, portanto, a taxa de administração tem que ser a menor possível para a rentabilidade do investidor ser maior. Taxa maior que 1% ao ano nesse tipo de fundo nem pensar, o ideal é que seja menor que 0,5% ao ano.
- Análise de rentabilidade - Embora rentabilidade passada não seja garantia de rentabilidade futura, é importante visualizar o histórico do fundo antes de investir. O ideal é que o fundo entregue, no mínimo, 95% CDI no curto prazo.
Multimercados - Fundos que podem adotar mais de uma estratégia de investimento. Como o próprio nome diz, pode investir em vários tipos de mercado: de ações, renda fixa, câmbio etc. A(s) estratégia(s) do fundo está(ão) definida(s) no regulamento. O principal ponto para analisar é:
- Análise de rentabilidade - Assim como nos fundos DIs, rentabilidade passada dos Multimercados não é garantia de rentabilidade futura, mas é essencial analisar como o gestor do fundo se comporta em momentos de crise(s) financeira(s) interna(s) e externa(s), se o fundo entrega resultados constantes ou se eles variam muito para cima e para baixo (volatilidade) e nos meses em que o fundo fica negativo, como é a reação do gestor, ele costuma recuperar as perdas com rapidez?
Ações - Fundos que devem investir, no mínimo, 67% de seus recursos em ações negociadas no mercado à vista (Bovespa). Três pontos para analisar:
- Análise de rentabilidade - Assim como nos fundos DIs, rentabilidade passada dos fundos de Ações não é garantia de rentabilidade futura, mas é essencial analisar como o gestor do fundo se comporta em momentos de crise na bolsa, o fundo faz proteção da carteira ou acompanha passivamente a variação do mercado de ações?
- O fundo investe em uma categoria de empresas? Essa categoria tem boas perspectivas para o longo prazo? Exemplo de categorias: Construção Civil, Consumo, Energia etc.
- Fuja de fundos que possuam o nome de apenas uma ação, eles compram e vendem apenas um papel e ainda cobram uma taxa de administração de você. O trabalho é mínimo e o custo para isso é alto. Exemplo: fundos que investem na Vale ou Petrobrás.
Observação importante: As rentabilidades de um fundo são divulgadas em um relatório chamado lâmina e as taxas de administração e performance (se houver) já estão descontadas na lâmina. O Imposto de Renda não está descontado na rentabilidade.
Abraços
Abraços
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Poupar, Gastar e Viver
Quando você ouve falar sobre Planejamento Financeiro Pessoal (PFP), qual a primeira coisa que vem à sua cabeça? Se respondeu "cortar gastos" eu gostaria de ampliar sua visão com o texto abaixo.
1 - Pessoa de 30 anos, ganha bem, mora sozinho e se preocupa demais com sua aposentadoria. Guarda 50% do que ganha e quase não sai, tem poucos momentos de lazer, mas tudo bem, quando se aposentar vai aproveitar a vida.
2 - Pessoa de 30 anos, ganha bem, mora sozinho e não se preocupa com seu futuro. Não guarda nenhum centavo de seu salário, mas aproveita a vida como poucos. Tem muitos amigos e conhece lugares novos todos os anos. Quando se aposentar vai contar com a ajuda de amigos e parentes para pagar suas contas.
Na sua opinião, qual dos dois exemplos está certo?
Eu diria que os dois tem pontos positivos e pontos negativos, mas ambos tem uma falha: Desequilíbrio.
Quando fazemos um PFP devemos nos preocupar com tudo, desde separar recursos para investir, pagar as contas básicas e para os momentos de lazer. O segredo para a felicidade é o equilíbrio. Viver o hoje com qualidade e se preocupar sim com o futuro, mas sem exageros para nenhum lado. Não adianta chegar à aposentadoria com muitos recursos se não tiver com quem dividir e aproveitar essa fase, assim como não adianta também chegar à aposentadoria sem recursos e contar com pessoas que podem te ajudar, mas que não tem essa obrigação e podem te deixar a ver navios quando você mais precisar.
Pode parecer um pouco complicado chegar nesse equilíbrio, mas existem alguns passos que você pode seguir:
Pode parecer um pouco complicado chegar nesse equilíbrio, mas existem alguns passos que você pode seguir:
- Ter gastos básicos alguns degraus abaixo de seu salário;
- Parte do que sobrar você deve investir para atingir seus objetivos;
- Se você seguiu os 2 passos acima ainda terá uma sobra para gastar com coisas que aumentem sua felicidade. Você pode chamar de hobby, de sapatos, de games etc não importa como você chame, o importante é se sentir bem!
Termino este texto com um fórmula de autoria de meus amigos da FP4Y:
C + V + P = QV (Consumir + Viver + Poupar = Qualidade de Vida)
Pensem nisso.
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013
O que são Debentures?
No texto Para que serve a poupança? eu escrevo sobre dois investimentos de renda fixa que superam a poupança no que diz respeito a rentabilidade, um deles é a debenture.
Debentures são títulos de dívidas de empresas privadas, os investidores emprestam dinheiro para essas empresas que devolvem esses recursos após um período definido acrescido de juros.
**Quando emprestamos dinheiro para os bancos eles emitem um CDB. Quando esse empréstimo é para o governo, compramos títulos no Tesouro Direto e quando o empréstimo é para uma empresa, ela emite uma Debenture**
Não entendi muito bem Lucas, me explica melhor? Claro, vamos lá, imagine que uma empresa de grande porte deseja pegar um empréstimo para financiar um projeto que lhe trará muitos benefícios. Ela consulta alguns bancos e descobre que a taxa de juros mínima que ela pagará é de 20% ao ano, o que essa empresa resolve fazer? Emitir algumas debentures e vendê-las no mercado financeiro pagando uma taxa de 12% ao ano para quem comprar, ou seja, paga menos para os investidores do que pagaria para o banco e capta os mesmo recursos que precisa para o projeto.
Diferente da poupança, as debentures não possuem garantia do FGC, a garantia que o investidor possui é a saúde financeira da empresa. Para facilitar a análise de quais empresas possuem melhor saúde foram criados os "ratings" ou classificação de crédito. Por possuírem maior risco, as debentures normalmente pagam juros maiores que os da poupança e títulos públicos.
Nesse tipo de investimento temos a cobrança do Imposto de Renda (IR) no momento do resgate, respeitando a tabela regressiva que vai de 22,5% para investimentos com prazo menor que 180 dias até 15% para investimentos com mais de 720 dias. Em 2011 foi criada a Lei 12.431/11 , ela determina que debentures emitidas com a finalidade de captar recursos para investir em projetos de infraestrutura estão isentas de IR.
Como investir em debentures? É necessário ter o cadastro em uma corretora de valores e investir através dela.
Qual a liquidez? As debentures tem data de vencimento e a liquidez antes dessa data é baixíssima. Mesmo que consiga vender o papel antes o investidor corre o risco de ter de volta menos do que investiu, já que a taxa acordada no momento da compra é válida somente para o vencimento.
Qual a rentabilidade média de uma debenture? Depende muito do "rating" da empresa, mas normalmente as taxas são compostas por uma porcentagem fixa que tem variado entre 4 e 7% ao ano mais o IPCA que é o índice de inflação oficial do governo. Ainda podemos ter taxas compostas por uma parte fixa mais o CDI.
Abraços
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