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terça-feira, 22 de julho de 2014

Inadimplência e Suas Consequências

Alguns empréstimos possuem garantias de um bem (financiamento de imóveis e automóveis são os principais exemplos) e não é possível deixar de pagá-los sem correr o alto risco de ter o bem tomado pela instituição que concedeu o empréstimo, mas e quando o crédito em si não está vinculado a nenhuma garantia, quais as consequências da inadimplência?

Leia mais no novo blog da LM Finanças Pessoais - Inadimplência e Suas Consequências

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Atingindo a Independência Financeira - Lidando com Imprevistos

O caminho para a independência financeira passa obrigatoriamente pela acumulação de recursos, mas nem todos se preocupam com a proteção contra imprevistos.

Mas Lucas, hoje eu quase fui atropelado por um ônibus, bati com a cabeça em um poste, tropecei e quebrei um dente, engasguei no almoço e bati o dedo do pé na quina cama, como eu ia prever tudo isso?

Primeiro que você é a pessoa mais azarada do mundo. Segundo, realmente não temos como prever todos os acontecimentos, mas temos como nos proteger deles e de suas consequências financeiras, e é sobre isso que eu vou tratar no texto de hoje.

Talvez o instrumento mais conhecido para proteção seja o seguro. Existem algumas modalidades, entre elas: vida, carro, casa, fiança etc. Como funcionam os seguros?

Pagamos um valor mensal ou anual (chamado prêmio) para uma seguradora e esta se compromete através de um contrato e nos ressarcir em caso de prejuízo/perda/sinistro do bem segurado. Os prêmios costumam ter um valor menor que o bem, ou seja, pagamos menos à seguradora e ela, através de cálculos de probabilidades, assume o risco de nossa perda.

Caso você não venha a utilizar o seguro para nada ótimo!! Como é dito popularmente: "seguro bom é seguro que a gente não usa", mas caso aconteça alguma coisa nós ou nossos dependentes estarão protegidos das perdas financeiras. Tente lembrar de pessoas que você conhece que tiveram seus carros roubados e não tinham seguro, ou que eram a principal fonte de renda da casa e faleceram deixando a família em uma situação financeiramente complicada, a proteção de seus bens é um ponto essencial em qualquer planejamento financeiro.

Quem deveria ter um seguro? Todo mundo!!! Lucas, sou solteiro, não tenho filhos, meus pais não dependem de mim para nada, preciso de um seguro de vida? De vida talvez não, mas um seguro que cubra invalidez ou acidentes pessoais sim. Seu risco não é a de sofrer um acidente e falecer, mas de sofrer um acidente, ficar vivo e inválido e seus pais terem que arcar com os custos de seu tratamento e não terem recursos suficientes para isso.

Outro instrumento bastante interessante na proteção contra imprevistos não é um produto, mas algo que podemos e devemos formar ao longo da vida, é a Reserva para Emergências ou Colchão Financeiro. O que é isso? São recursos acumulados em alguma aplicação com baixo risco e alta liquidez (liquidez = facilidade do investimento virar dinheiro) que servirão para nos dar apoio caso tenhamos alguma emergência financeira, de saúde etc.

São utilizados normalmente CDBs, Cadernetas de Poupança, Fundos Renda Fixa e Títulos Públicos para acumular esses recursos. Os valores acumulados nesses investimentos poderão estar entre 3 e 12 meses dos gastos mensais familiares ou pessoais. Notem que escrevi gastos e não da renda familiar, vocês podem ganhar R$10.000,00 e gastar R$7.000,00, os R$3.000,00 que sobram não precisam de proteção, esse é o excedente que formará sua Independência Financeira.

Porque de 3 a 12 meses dos gastos? Esse número representa basicamente quantos meses precisaríamos para restabelecer nossa renda em caso de desemprego ou corte repentino da renda e não comprometeríamos nosso padrão de vida e o de nossa família.

Essas são as principais formas de se proteger contra imprevistos. Espero que estejam gostando da série sobre Independência Financeira e semana que vem tem mais!!

Abraços

*Atualizado em 04/10/2013. Mauro Halfeld, comentarista de finanças pessoais da CBN falou brilhantemente sobre a importância de seguros de vida essa semana, vale a pena ouvir o comentário dele clicando neste link.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Para que serve a poupança?

Em 14 de abril de 2010 eu escrevi O Risco de Ficar Rico. No final desse texto eu fiz uma simulação com base na rentabilidade da poupança e uma inflação fictícia e hoje, mais de 3 anos depois eu me deparo com a seguinte notícia no portal Infomoney Captação da poupança atinge R$2,7 bilhões até o dia 14.

Há 3 anos a realidade era que os investimentos em poupança mal serviriam para corrigir a inflação e hoje a situação não está muito diferente.

A inflação (IPCA) dos últimos 12 meses está acumulada em 6,27% e a rentabilidade da poupança para o mesmo período foi de 5,31%, ou seja, a poupança não tem sido eficiente para manter o poder de compra de quem investiu nela.

Se a poupança não corrige nem a inflação, para que serve a sofrida poupança então? E o que fazer com os R$2,7 bilhões que foram investidos nela até o dia 14 deste mês?

Quando falamos de planejamento financeiro até mesmo a poupança tem o seu espaço. Se estamos falando em guardar dinheiro para um gasto que ocorrerá em menos de 6 meses ou é um gasto recorrente (ocorre toda semana, mês etc), ela é um investimento válido, pois o Imposto de Renda (IR) em outros investimentos para o mesmo período de 6 meses, normalmente é de 22,5% sobre os rendimentos, o que torna inviável fazer outra aplicação.

Poupança = boa liquidez, isenção de IR e garantia de R$250.000,00 em caso de quebra do banco.

Para aqueles que querem se proteger melhor da inflação, existem boas alternativas no mercado a valores acessíveis a todos os bolsos.

O site do Tesouro Direto possui uma lista com alguns papéis que rendem inflação (IPCA) mais um percentual fixo por ano, são as NTN-B. Com uma dinâmica parecida, mas com um pouco mais de risco e de rentabilidade temos também um investimento chamado debenture, vou detalhar esses investimentos em próximos posts.

Pensem nisso.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O Risco de Ficar Rico

Olá leitores,

Quando pensamos em investimentos, cada um tem uma aversão diferente aos riscos envolvidos, ao quanto está disposto a perder para ter maiores retornos ao longo do tempo.
Quem não veio de família rica nem ganhou na loteria e quer formar um patrimônio que lhe permita parar de trabalhar em um certo momento da vida, seja esse momento com 30, 40 anos de idade, precisa pensar em investir uma parte dos recursos em renda variável (ações) que no longo prazo se mostraram mais rentáveis que qualquer outro tipo de investimento.
Mas, se o mercado de ações é tão rentável, porque as pessoas não investem e tem tanto medo de entrar nele? Porque as pessoas tem mais medo de perder que vontade de ganhar.
Nesse mercado que varia muito de um dia para o outro as perdas podem acontecer e devem acontecer em algum momento do investimento, mas se o objetivo com esse dinheiro for de longo prazo, como aposentadoria em 20 anos, faculdade dos filhos recém nascidos etc, essas perdas serão superadas pelos ganhos.
O que as pessoas não sabem é que até mesmo a poupança que é tida como um investimento sem risco algum tem o seu risco. A poupança é remunerada com 0,5% de juros ao mês + TR, se a inflação do mês for de 0,7% por exemplo o investidor não terá conseguido acompanhar sequer a inflação, perdendo poder de compra. Como gosto de exemplos numéricos aí vai mais um:

Aplicação de R$2.000,00 no início do mês
Rentabilidade da poupança: 0,5% + 0,05% de TR
Inflação: 0,7%

Ao final do mês:
Poupança: R$2.011,00 (juros de R$11,00 no período)
Poder de compra desses R$2.011,00 = 1.996,92

Mesmo ganhando 0,55% de juros na poupança, os R$2.000,00 inicialmente aplicados, compram hoje o que R$1.996,92 compravam no início do mês, parece pouco, mas ao longo do tempo é uma grande diferença.


Pensem nisso.