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terça-feira, 29 de julho de 2014

Custo x Garantias

Quando uma instituição financeiras disponibiliza uma linha de crédito (empréstimo) ela corre o risco de não receber de volta o valor emprestado, mas quando ela disponibiliza linhas de crédito para a compra direta de bens esse risco é muito menor e vou explicar o motivo nos parágrafos abaixo. Financiamentos imobiliários e financiamentos de automóveis são os exemplos mais comuns deste tipo de linha.

Leia gratuitamente o texto na íntegra no novo blog da LM Finanças Pessoais - Custo x Garantias.

Abraços!

Lucas Madaleno

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Impacto das compras parceladas

Olá leitores, tudo bem?


Quem aqui nunca passou pela seguinte situação ao finalizar uma compra em uma loja?

"Se o(a) sr(a). quiser podemos parcelar esse valor X em até 10 vezes sem juros"

E quem aqui nunca ficou tentado em parcelar a compra nessas tais 10 vezes? É sem juros mesmo né, que mal pode fazer?

Se esse é o seu caso, CUIDADO! Se for parcelar mesmo a compra, assegure-se de que tem o valor disponível da parcela pelos próximos 10 meses, se não tiver, esse pode ser o início do processo de endividamento de pessoas comuns, inocentes, que só queriam pagar uma parcela menor por alguns meses, ao invés de pagar a compra de uma vez só.

Um erro muito comum aos que compram parcelado é pagar as 2,3 primeiras parcelas da compra e esquecer-se das outras 7, e no mês seguinte comprar outro produto em 5 vezes, daqui algum tempo outro produto estará sendo adquirido com pagamento parcelado e assim vai sendo feito com tudo, até chegar em um ponto onde a fatura do cartão de crédito já não cabe mais no orçamento do mês e aí, o maior erro das finanças pessoais é cometido, você paga o mínimo do cartão de crédito...


Algumas dicas para esse pesadelo não acontecer com você:

  • Evite compras parceladas, se você não pode pagar hoje pelo produto, guarde dinheiro por algum tempo e compre à vista, você ainda poderá ganhar um desconto!
  • Se a compra for inevitável mesmo assim, anote em um papel e coloque em sua carteira ou no próprio cartão de crédito lembrando que você já fez uma compra parcelada e que a parcela ainda irá ser paga por um tempo.
  • É preferível pegar um empréstimo e pagar a fatura toda do cartão de crédito do que pagar o mínimo, a diferença na taxa de juros pode chegar a 8% ao mês e 150% ao ano!!


Nas próximas compras lembrem-se das dicas e....

Pensem nisso

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Imóveis - Ter ou não ter - Parte 4

Olá leitores,

Nesse 4º e último post da série Imóveis - Ter ou não ter vou mostrar algumas simulações de financiamentos que fiz em sites de bancos, vamos lá?

1ª Situação:

Valor do imóvel: R$150.000,00
Período Financiado: 240 meses ou 20 anos
Renda mensal bruta: R$2.500,00
Taxa de juros anual: 8,9% + TR
Entrada: R$87.676,55
Saldo a ser financiado: R$62.323,45
Taxas para aquisição do Imóvel: R$10.500,00
Localização: São Paulo - SP

No final desses 240 meses se a pessoa ou casal optou pelo financiamento:

- Foi pago pelo imóvel o valor total de R$224.459,57.
- Considerando que optou-se pelo financiamento em que as parcelas diminuem com o passar do tempo, ainda dá para economizar a diferença entre a primeira parcela (R$750,34) e as demais, aplicando uma taxa de 0,4% ao mês, a pessoa acumulou ao final R$76.116,94.
*Obs: não foram consideradas nesses cálculos as possíveis reformas que esse imóvel sofrerá nos próximos 20 anos, estimo que pelo menos 2 ou 3 grandes mudanças acontecerão nesse imóvel.

Se fosse no aluguel:

- Foi pago de aluguel nesse período R$180.000,00
- E aplicando o valor da entrada e da taxa para aquisição do imóvel mais a diferença entre o aluguel que foi estimado em R$750,00 (ou 0,5% o valor do imóvel) mensais e o valor da primeira parcela do financiamento (R$750,34) com a mesma taxa de 0,4% ao mês, a pessoa acumulou ao final R$256.053,68.

2ª Situação

Valor do imóvel: R$150.000,00
Período financiado: 360 meses ou 30 anos
Renda mensal bruta: R$5.000,00
Taxa de juros anual: 8,9% + TR
Entrada: R$87.676,55
Saldo a ser financiado: 62.323,45
Taxas para aquisição do imóvel: R$10.500,00
Localização: São Paulo - SP

No final desses 360 meses se a pessoa ou casal optou pelo financiamento:

- Foi pago pelo imóvel o valor total de R$256.831,85
- Considerando que optou-se pelo financiamento em que as parcelas diminuem com o passar do tempo, ainda dá para economizar a diferença entre a primeira parcela (R$663,79) e as demais, aplicando uma taxa de 0,4% ao mês, a pessoa acunulou ao final R$137.861,28

*Obs: não foram consideradas nesses cálculos as possíveis reformas que esse imóvel sofrerá nos próximos 30 anos, estimo que pelo menos de 3 a 5 grandes mudanças acontecerão nesse imóvel.

Se fosse no aluguel:

- Foi pago de aluguel nesse período R$270.000,00
- E aplicando o valor da entrada e da taxa para aquisição do imóvel menos a diferença entre o aluguel que foi estimado em R$750,00 (ou 0,5% o valor do imóvel) mensais e o valor da primeira parcela do financiamento (R$663,79) com a mesma taxa de 0,4% ao mês, a pessoa acumulou ao final R$343.754,67

Quanto mais tempo for o financiamento, mais juros serão pagos e o mesmo vale para os investimentos, quanto mais tempo deixarmos o valor aplicado, mais ganharemos com juros, vejam o segundo exemplo, a pessoa pagaria R$750,00 de aluguel e o valor da primeira parcela do financiamento é de R$663,79, ou seja, R$86,21 a menos por mês, e mesmo assim ao final dos 30 anos a pessoa acumulou R$343.754,67 com o investimento.

A decisão é de cada um, cada caso é um caso e milhares de simulações poderiam ser feitas aqui no blog, mas não acabaria nunca de escrever esse post, então convido cada um a fazer suas próprias contas, os valores aqui mencionados foram tirados do site de um banco comercial e pode ser acessado por qualquer pessoa.

Não é minha intenção dizer o que é certo e o que é errado, mas antes de tomar essa decisão vale a pena pensar em todos os valores e sentimentos envolvidos nessa compra.


Pensem nisso

Imóveis - Ter ou não ter - Parte 3

Olá leitores,


Quem acompanhou os outros posts dessa primeira série do blog, viu que estou escrevendo sobre comprar ou não o tão sonhado imóvel próprio. No post anterior escrevi meus argumentos para não comprá-lo, mas agora mostrarei os argumentos dos meus amigos e namorada justificando a compra do imóvel, mais para frente vou mostrar alguns valores que consegui simulando uma possível compra de imóvel, mas por enquanto seguem os argumentos favoráveis:


- Quando conversamos, esse casal de amigos me disse a frase com que terminei o último post, "Pagar aluguel é jogar dinheiro fora", pois depois de pagar por anos o aluguel a casa não é sua, enquanto que no financiamento, depois de pagar anos por um financiamento você pode dizer que o imóvel é seu.

- Também foi falado que no caso de um imóvel próprio, o casal ou pessoa solteira pode reformar do jeito que bem entender, pintar, quebrar e depois disso pode dizer que o imóvel está do jeito que sempre quis para um lar.

- O conceito de lar também foi usado como argumento, pois com aluguel a pessoa pode ser tirada do imóvel pelo dono depois do término do contrato de locação, e portanto passará a ser um nômade ou uma pessoa sem lugar fixo para morar, já que terá que encontrar outro imóvel com o mesmo valor de aluguel e na mesma região.


Que eu me lembre foram esses os argumentos, se alguém tiver outros e quiser completar esse post, pode fazê-lo nos comentários, fiquem à vontade.

Como eu disse no primeiro post da série, a decisão é de cada um, só falo a vocês como sempre...


Pensem nisso

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Imóveis - Ter ou não ter - Parte 2

Olá leitores,


Como prometido, vamos a primeira série desse blog:


Quem leu o post anterior que está logo abaixo viu que esse assunto sobre Imóveis surgiu em um jantar com um casal de amigos, nesse jantar eu não consegui argumentar sobre meu ponto de vista com base em valores, números, taxas etc (até porque eu estava jantando, não tinha comigo nenhum notebook nem calculadora financeira) ainda não disse a vocês, mas eu argumentei contra a compra da casa própria, enquanto esse casal e minha namorada eram totalmente e absolutamente a favor de comprar um imóvel para morar.


Primeiro vou colocar meus argumentos:

- Sou a favor de em um primeiro momento, do casal ou de uma pessoa solteira que saiu da casa dos pais, começar a vida pagando um aluguel. (esse primeiro momento, na minha opinião pode durar até mesmo 15, 20 anos)

- Não me sinto à vontade com a idéia de dar todo o dinheiro que acumulei na época em morei com meus pais de entrada em um imóvel financiado, ou até mesmo comprar um à vista (Por quê?) porque é nessa fase que não temos gastos com moradia (luz, água, telefone, supermercado etc) e podemos acumular mais recursos, o que não ocorrerá quando morarmos sozinhos já que esses gastos com moradia deverão entrar em nosso orçamento e as sobras de dinheiro tendem a ser menores.

- Complementando o que escrevi acima, além de dar todo o dinheiro acumulado nessa fase de entrada em um financiamento, boa parte da renda do casal ou da pessoa solteira ficará comprometida com um financiamento durante muitos anos, pagando juros para comprar a casa própria e dificultando a formação de uma nova poupança ou de outros planos.

- Agora imaginemos que um casal adquira um imóvel financiado por 20 anos com 2 quartos, pois pretende ter só um filho e venha a ter 2 ou 3 filhos, será muito mais difícil para esse casal se mudar, pois terá que comprar um outro imóvel financiado com mais quartos e portanto mais caro, vender o imóvel em que mora (o que não é tão fácil quanto parece), quitar o financiamento anterior e começar um novo por mais 20 anos.

- E para terminar meu argumentos eu quero colocar aqui uma frase tão usada por quem viveu em outras épocas (ditadura, governo GV, hiperinflação) e que até hoje é muito usada: "Pagar aluguel é jogar dinheiro fora". E pagar juros por 20, 30 anos em um financiamento e no final desse período pagar 2, 3 vezes o valor do imóvel não é jogar dinheiro fora?


Pensem nisso